FOR-MAR: “Um mar de oportunidades”

Pedro Nogueira, Diretor do FOR-MAR

Estivemos à conversa com Pedro Nogueira, Diretor do FOR-MAR, que nos deu a conhecer melhor este projeto.

O FOR-MAR foi criado em 2008, qual é o seu principal propósito? Em que é que consiste a vossa oferta formativa?

O FOR-MAR tem por missão a valorização dos recursos humanos conducentes à qualificação, aperfeiçoamento técnico e certificação dos profissionais e/ou candidatos às profissões que integram a fileira económica das pescas, da aquicultura e recursos marinhos vivos, dos transportes marítimos e fluviais, das atividades portuárias, marítimo-turísticas e de recreio náutico, da construção e reparação naval, dos recursos não vivos, novos usos e recursos do mar, ambiente e sustentabilidade e ainda o reforço da segurança marítima e da atividade piscatória.

Promovemos cursos de formação ao abrigo da Convenção STCW, bem como formação nas áreas das Pescas, Aquacultura, Segurança Alimentar, Transportes Marítimos, Reparação Naval, Máquinas Marítimas, Navegação de Recreio e Turismo Ambiental e Náutico. Temos igualmente uma oferta formativa vasta e transversal em Formação a Distância.

Também disponibilizam serviços de consultoria e formação às empresas? Indique alguns exemplos.

Várias empresas e entidades dos subsetores da economia do mar solicitam-nos formação à medida e consultoria de formação em várias áreas da economia do mar, designadamente formação para profissões regulamentadas, Higiene e Segurança Alimentar, Transformação do Pescado, Formação STCW, entre outras. Algumas das empresas com as quais habitualmente colaboramos em termos formativos são a Docapesca, o Grupo Auchan, empresas do sector como a TUNIPEX e a Realatunara, no Algarve, ou Acuinova (aquacultura), Onrope (para profissionais que trabalham em plataformas petrolíferas), Mar Ibérica (transformação do pescado) ou a ESUMÉDICA (combate a incêndios), bem como Associações de Armadores nacionais ou, ainda, a Valouro, Luis Silvério & filhos Lda. e a Nobre.

Nos Açores, temos também tido cooperação com a Federação de Pescadores dos Açores e mais recentemente estamos a desenvolver uma parceria com a Associação para o Desenvolvimento da Formação do Mar dos Açores – ADFMA/EMA.

Recebemos também pedidos para intervenção ao nível da consultoria na área marítima em países de língua oficial portuguesa (PALOP), nomeadamente na Guiné, para os quais realizamos ações de formação à medida ou, até, projetos de conceção pedagógica e desenvolvimento da formação.

Contam com 12 polos de formação distribuídos por todo o país. Pretendem aumentar este número num futuro próximo?  Quais são as principais metas que esperam atingir?

Ao longo da orla costeira continental e junto dos principais Portos de Pesca, o FOR-MAR dispõe de 12 Polos de Formação e um Centro Qualifica a funcionar em Matosinhos, a partir dos quais desenvolve a sua atividade, podendo ainda estender a sua ação a outras localidades onde se encontram identificadas necessidades de formação, designadamente, Régua, Pinhão, Afurada, Aguda, Caldas de S. Jorge, Ovar, Murtosa, Mira, Ericeira, Setúbal, Cascais, Vila Franca de Xira, Sines, Vila Nova de Milfontes, Quarteira, Lagos, Vila Real de Santo António, entre outras. O FOR-MAR estende ainda a sua colaboração às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Embora com 12 Polos de formação ao longo da costa continental portuguesa, existe uma vasta área do território que não é abrangida diretamente pela esfera geográfica de cada polo e é precisamente nesse sentido que a cooperação com outras entidades assume relevância e se concretiza numa resposta a necessidades de formação e consultoria. As perspetivas não passam tanto por aumentar o número de polos, mas sim de continuar a apostar na rede de cooperação com entidades locais, nas áreas que constituem o core business do FOR-MAR.

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