Torres Mascarenhas: sinónimo de competência e liderança

Tiago Torres Mascarenhas,CEO da Torres Mascarenhas

“O caminho faz-se caminhando”, tem sido este o lema de Tiago Torres Mascarenhas enquanto profissional que abriu a própria empresa trabalhando atualmente com clientes prestigiados a nível nacional e internacional.

Tiago Torres Mascarenhas é um reconhecido empresário e CEO português e, consequentemente, um exemplo de empreendedorismo. Explane o seu percurso profissional desde o início até à atualidade.

Na verdade ainda não tinha terminado o curso de Engenharia Civil de Estruturas no Instituto Superior Técnico e já tinha contrato assinado com a Somague Engenharia, um dos maiores empreiteiros da altura. Nos anos que passei na Somague estive em obras emblemáticas como, por exemplo, o Parque Empresarial da Praça de Espanha ou o Alfrapark. Durante este período que passei em obra, ainda passei pela MSF nomeadamente pela obra de 14 edifícios residenciais na Quinta de Santo António em Miraflores. Nesta altura e por sugestão do meu pai, Abel Mascarenhas, também ele Engenheiro Civil e uma das maiores referencias mundiais no domínio das barragens, decidi fazer a pós-graduação em Gestão e Finanças Imobiliárias no ISCTE e foi durante esse período que decidi mudar para a consultoria e avaliação imobiliária tendo começado pela Colliers International. Nesta multinacional era responsável pelo Crédito à Construção e, como tal, trabalhava diariamente em desenvolvimentos imobiliários, fazendo análises da viabilidade económico-financeira e avaliações imobiliárias. O gosto que tinha por esta profissão fez com que me tornasse um profissional competente e cedo tive uma oportunidade irrecusável e mudei-me para um player nacional.

Em finais de 2007 decidi abrir a minha empresa, a Torres Mascarenhas, por sentir que os serviços relacionados com o imobiliário nomeadamente os da avaliação imobiliária, controlo e gestão de projeto, entre outros podiam ser prestados com maior qualidade. Em pouco tempo –  em plena crise do sub-prime – tínhamos já vários clientes próprios do sistema financeiro que asseguravam o dia-a-dia das operações. Ainda assim, a empresa era pequena tendo apenas quatro pessoas e um só escritório no Parque das Nações. Nesta fase, considerámos importante profissionalizá-la e tornámo-nos regulados pela ISO9001 e pelo RICS – Royal Institution of Chartered Surveyors. Com a venda do Finibanco – com quem trabalhávamos – ao Grupo Montepio conseguimos contratos com vários outros Clientes já que o banco estava a constituir carteiras imobiliárias que por sua vez iriam ser adquiridas por diversos fundos. Assim, conseguimos alguns dos nossos maiores Clientes à data e entrámos por exemplo no mercado social de arrendamento e nos fundos Solução Arrendamento e Arrendamento Mais logo na sua incepção. De modo a gerir o volume de avaliações decidimos construir um portal de gestão de serviços desenhado inteiramente por mim, ferramenta esta que nos deu um grande controlo e capacidade de monitorização dos nossos serviços fazendo com que seja muito difícil falhar um prazo na entrega de um qualquer serviço. Posteriormente abrimos na Boavista, no Porto, onde nos mantemos até hoje tendo sido um dos momentos mais importantes para a empresa. Concomitantemente conseguimos também iniciar uma colaboração com a DGTF, Estamos e também nas big Four, em particular na KPMG, Deloitte, PwC e Ernst & Young.

Tiago Torres Mascarenhas,CEO da Torres Mascarenhas

Para que conseguíssemos construir um nome no mercado sinónimo de competência e liderança foram precisas muitas horas de trabalho, nunca falhando prazos e corrigindo com a maior humildade qualquer erro que pudéssemos ter cometido.

Qual o trabalho desenvolvido, diariamente, pela Torres Mascarenhas e que tipo de serviços são disponibilizados ao cliente?

O nosso core é a Avaliação Imobiliária e o Controlo de Projeto. No entanto, sendo uma empresa constituída essencialmente por Engenheiros e Arquitetos, oferecemos vários serviços relacionados com a Arquitetura e a Engenharia, fazendo ainda reabilitação/remodelação de apartamentos de tipologias grandes de segmento alto até ao luxo.

Como é que avalia o desempenho da Torres Mascarenhas desde a sua criação até ao momento? Que valores vos têm norteado?

Quando se constrói uma empresa de raiz, é importante norteá-la pela competência e pelo cuidado na gestão do Cliente. A competência é uma condição necessária mas não suficiente porque se não soubermos comunicar de forma clara e objetiva com o Cliente, procurando ultrapassar as expetativas que o Cliente tem dificilmente conseguiremos crescer num mercado tão competitivo. Desde a nossa fundação, sempre tivemos como objetivo ser a melhor empresa do setor tendo como vetores principais a sustentabilidade assente numa política de responsabilidade ética, social e ambiental. A Torres Mascarenhas foi também pioneira na batalha pela igualdade de género tendo em várias alturas da sua história dois terços de mulheres e um terço de homens na equipa, pagando de forma igual, e tendo várias pessoas sido mães na empresa com total normalidade e apoio da entidade patronal. Paralelamente, há muitos anos que temos um seguro de saúde que assegura que as pessoas possam facilmente aceder a cuidados médicos se necessário. Esta postura, faz com que os Clientes nos respeitem e se sintam confortáveis ao colaborar connosco.

Um dos maiores bancos internacionais elegeu, recentemente, a Torres Mascarenhas como um dos seus avaliadores imobiliários oficiais. O reconhecimento e confiança de marcas de referência, como esta, trazem responsabilidade e orgulho acrescidos?

Sem dúvida. Uma referência internacional da banca escolher-nos no meio de tantas candidaturas e de outros profissionais bastante capazes deixou-nos imensamente felizes. Com a sólida experiência que temos sabemos, no entanto, que temos de honrar esta responsabilidade com trabalho de grande qualidade assente numa relação interpessoal transparente.

Qual foi o impacto provocado pela pandemia na Torres Mascarenhas e de que forma é que conseguiram lidar com este desafio?

Os confinamentos foram bastante difíceis de gerir tendo sido importante sermos uma das primeiras empresas do setor a elaborar um Plano de Contingência e a informar a equipa sobre aquilo que estava a acontecer. Naquela altura tentámos apoiar ao máximo os nossos colaboradores focando-nos na pessoa humana.

Quais as suas perspetivas para este novo ano de 2022? Que desafios antevê para a Torres Mascarenhas?

As perspetivas para o ano de 2022 são extremamente positivas. Numa economia global, o grande desafio para qualquer empresa ter sucesso é conseguir trabalhar com clientes nacionais e internacionais. A Torres Mascarenhas tem conseguido atingir esse objetivo continuando, assim, a expandir a sua atividade. Quanto aos nossos maiores desafios serão a nível da contratação de recursos humanos. A Torres Mascarenhas oferece condições contratuais acima da média de mercado para além de regalias como seguro de saúde ou pagamento integral de curso de acesso à atividade de perito avaliador da CMVM quando tal seja necessário. Neste sentido, tornámo-nos numa das empresas mais atrativas para se trabalhar recebendo dezenas de curriculum mensalmente. Em todo o caso, somos muito exigentes na seleção dos nossos recursos e não é nada fácil conseguir um lugar na nossa empresa. Desta forma, consideramos que encontrar pessoas com a mesma matriz de valores que nós é em si um grande desafio, em particular neste ano em que tanto mudou. Em termos da competitividade e para um crescimento sustentável seria fundamental que os colaboradores pudessem melhorar as suas condições também por via fiscal pelo que uma redução no IRS seria uma grande ajuda. No que diz respeito às empresas, o tecido económico nacional é constituído essencialmente por empresas com uma estrutura familiar de uma, duas, três pessoas, pelo que seria importante termos um IRC reduzido nas microempresas para que a retoma económica após a pandemia seja inequívoca.

Contacts:
Posted by: AdminPEDteste on