50 empresas com faturação superior a 55.000 milhões de euros assinam Pacto para apostar no emprego dos jovens

50 empresas portuguesas com faturação superior a 55.000 milhões de euros e que dão emprego a mais de 200.000 pessoas, assinaram hoje o “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens”, que conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e tem como objetivo operar uma mudança real no atual contexto de vulnerabilidade associado ao emprego dos jovens.

Esta iniciativa, que decorre do “Livro Branco Mais e Melhores Empregos” para os Jovens, é promovida pela Fundação José Neves e pelo Governo, através da Secretaria de Estado do Trabalho. As empresas signatárias do Pacto comprometem-se, até 2026 e através de um conjunto de metas fixadas, a reforçar a aposta em diversos indicadores, nomeadamente a contratar e a reter jovens trabalhadores, a garantir emprego de qualidade para os jovens, a formar, desenvolver e a dar voz aos jovens.

As entidades signatárias do Pacto reconhecem a urgência em atuar de forma estratégica e em unir esforços no sentido de promover o emprego dos jovens e de criar condições de emprego mais atrativas para estes, alinhadas com as expetativas individuais e nacionais. A Secretaria de Estado do Trabalho propõe reforçar as políticas ativas de emprego, como o apoio à criação de emprego e à transição dos jovens para o mercado de trabalho, assim como a implementação de políticas de formação, qualificação e emprego, para continuar a trajetória que aproxime Portugal da média europeia.

Após esta assinatura inicial, o objetivo é alargar o número de empresas signatárias e transformar esta iniciativa num movimento nacional, pelo que as empresas poderão manifestar, desde já, a sua intenção de adesão através do email pactoempregojovens@joseneves.org e do site http://joseneves.org/pacto.

O “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens” considera jovens até aos 29 anos, inclusive. As metas de progresso até 2026, que constam no documento, são diferenciadas de acordo com a margem de progresso potencial de cada empresa, pelo que os compromissos de progresso poderão variar entre os 3p.p. e os 12p.p. até 2026 nos vários indicadores.

O Pacto hoje assinado prevê uma reunião semestral para monitorização, análise do trabalho realizado e partilha de boas práticas, com a presença do Senhor Presidente da República, do Governo e das empresas.

Carlos Oliveira, Presidente Executivo da Fundação José Neves, realça que este “é um acordo muito importante para o país, que une as empresas e entidades públicas para responder a uma realidade com que o país se debate há demasiados anos: a vulnerabilidade do emprego dos jovens, mesmo dos mais qualificados, que tendem a estar mais expostos ao desemprego e a ter salários baixos, e com uma fraca evolução em termos reais na última década. É preciso fazer algo para mudar o estado das coisas e o Pacto assinado vai permitir medir o impacto e os resultados do mesmo. Esperamos ainda que muitas mais empresas se juntem. Estamos a fazer acontecer e o papel das empresas é fundamental para uma alteração estrutural desta situação.”

As empresas que fazem hoje a adesão ao Pacto são apresentadas no ficheiro em anexo.

Para além do Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, da Fundação José Neves e da Secretaria de Estado do Trabalho, são ainda Entidades Associadas ao Pacto a Associação Business Roundtable Portugal, o Conselho Nacional de Juventude (CNJ), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e o Observatório do Emprego Jovem, que é responsável pela monitorização do Pacto.

O documento com o “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens” pode ser consultado na íntegra através do link http://joseneves.org/pacto.

O “Pacto Mais e Melhores Empregos para os Jovens” surge na sequência do lançamento do Livro Branco, em dezembro de 2022, uma iniciativa da Fundação José Neves, do Observatório do Emprego Jovem e da Organização Internacional do Trabalho para Portugal, com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República. O documento faz um diagnóstico sobre o emprego dos jovens em Portugal e a sua vulnerabilidade (a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos tem sido mais do dobro da população em geral desde 2015 e durante a pandemia chegou a ser 3,5 vezes superior). E aponta várias áreas de intervenção prioritárias para a criação de mais e melhores empregos para os jovens, nomeadamente apostar nos setores de atividade intensivos em conhecimento ou tecnologia e melhorar a articulação entre o sistema de ensino e o mercado de trabalho.

Na assinatura do Pacto, para além dos altos quadros das empresas signatárias e de jovens que já compõem os seus quadros, estiveram presentes, entre outros, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, o Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes, e José Neves, Fundador da Fundação José Neves.

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