BECORPORATE: Um modelo a seguir

Dário Gonçalves, um dos elementos da direção da BECORPORATE, esteve à conversa com a Portugal em Destaque onde abordou as linhas de incentivos existentes para o setor.

Qual é o papel desempenhado pela BECORPORATE no apoio às entidades do setor aquícola

A BECORPORATE posiciona-se como um catalisador de investimento, com enfoque em três áreas:

  • Estudos Económicos de suporte à decisão;
  • Assessoria em fundos comunitários;
  • Gestão de Projeto e Certificação de despesa.

Disponibilizamos uma equipa multidisciplinar especializada nas diferentes áreas de Projeto (Licenciamento, Candidatura, Monitorização) e Qualidade (Certificação), o que nos permite responder às necessidades específicas de cada projeto e de acordo com a sua maturidade.

A ONU designou 2022 como o ano da pesca artesanal e da aquicultura. Qual o contributo que a BECORPORATE pode dar neste âmbito para o sector ligado ao mar?

Desde 2014 que o mar tem sido um setor estratégico para a BECORPORATE dada a sua relevância tanto para a economia nacional como para a sustentabilidade global. 

Neste contexto e no âmbito das nossas áreas de competência estamos a acompanhar operações aprovadas no FEAMP (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas), maioritariamente nas Prioridades 2 – Investimentos Produtivos e 5 – Transformação, as quais representaram uma execução de aproximadamente € 40 milhões.

Para além dos fundos estruturais, existem outras formas de financiamento?

As linhas disponíveis incluem apoios tanto a nível financeiro como fiscal, designadamente:

  • Programa MAR2020, que prevê apoios médios de 40 – 50% para PME’s;
  • PRR mais direcionado a investimentos que visem a transição energética e redução do impacto ambiental;
  • Na vertente fiscal ressalvamos o SIFIDE o qual visa apoiar as empresas através da dedução à coleta do IRC de uma percentagem das respetivas despesas de I&D.

Estão ainda disponíveis outros financiamentos específicos para o setor nomeadamente:

  • Financiamentos protocolados (com destaque para a Linha de Crédito das Pescas 2020);
  • Fundos de investimento direcionados ao setor, com enfoque em projetos inovadores e sustentáveis;
  • Outros financiamentos (colaborativos).

Quais são os principais constrangimentos sentidos pelas empresas no acesso a fundos comunitários e que conselhos/recomendações podem dar a uma empresa que quer ver a sua candidatura aprovada?

Os principais desafios das empresas são a todos os níveis, desde o licenciamento, à instrução adequada da candidatura, passando pela execução das operações conforme aprovado e terminando no cumprimento dos critérios de resultado.

Não existe uma fórmula mágica e cada processo tem os seus próprios desafios.

Os nossos conselhos ou recomendações são, antes de mais, enfatizar que a candidatura é apenas uma parte do processo e deve ser suportada por um estudo prévio.

Não é obrigatório contratar um projetista para o projeto, no entanto, quanto maior a operação, maior o custo de oportunidade.

A empresa deverá ter presente que é necessário possuir os licenciamentos aplicáveis à atividade e recursos financeiros que permitam garantir a execução da parte dos investimentos não financiados.

Finalmente, a empresa deve estar consciente que a aprovação pressupõe o cumprimento de condicionantes, que diferem em função da medida, mas que podem incluir a criação de postos de trabalho, a exportação ou certificações especificas.

Porquê escolher a BECORPORATE como parceiro? E o que vos diferencia?

Os nossos parceiros apreciam essencialmente a abordagem prática com que expomos as situações. O nosso envolvimento com as entidades não se restringe à candidatura, não temos interesse em aprovar e deixar a entidade com problemas na execução que poderiam ser evitados.

Procuramos explicar às entidades que os desafios aparecem à medida da execução e não existe propriamente uma check list que se entregue e que evite todos os problemas.

Por norma, ou acompanhamos as operações do início ao fim, ou então não somos o parceiro adequado para trabalhar. Tem de existir transparência e confiança. Os nossos clientes devem partilhar os desafios que encontram no processo e procurar ouvir os nossos conselhos.

Ao longo dos anos temos colaborado em projetos bastante diferentes os quais abrangem desde algas, camarão, dourada, robalo, ostras, mexilhão e até bacalhau.

Os três pilares que caraterizam a nossa atuação são:

  • Consistência – na equipa e na melhoria diária dos processos internos;
  • Especialização – o nosso foco principal são os Sistemas de Incentivos financeiros e fiscais;
  • Acreditação – atuamos enquanto entidade com delegação de competências para a realização de controlos administrativos o que nos permite aconselhar melhor os beneficiários em fases prévias, de forma a mitigar desafios e melhorar a execução das operações aprovadas.
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