“O nosso sentido é sempre o da inovação”

Carlos Monteiro, CEO Biojam Holding Group

Carlos Monteiro, Fundador & CEO Biojam Holding Group, em entrevista à Portugal em Destaque, realçou que a empresa foi fundada com um objetivo muito bem definido, ou seja, disponibilizar aos profissionais de saúde ferramentas terapêuticas “estado de arte” e, assim, garantir o acesso a cuidados de saúde a todos os doentes, recorrendo sempre aos avanços da ciência disponíveis. Estes desígnios constantes são os fatores essenciais para que seja uma empresa farmacêutica 100% portuguesa de referência na Península Ibérica.

Criada em 2006 e rebatizada em 2015, a Biojam HG é uma empresa da indústria farmacêutica, 100% portuguesa, que aposta em medicamentos diferenciados, com uma componente de inovação forte, a sua grande marca. Que balanço faz deste percurso traçado? Volvidos estes anos de presença no mercado, como define a Biojam? Que valores têm norteado o crescimento e sucesso da empresa?

O balanço é positivo, mas com o sentimento profundo que ainda há muito para fazer. Somos uma empresa muito reconhecida pelo cuidado com os outros, pelos valores que nos orientam nesta nossa atenção com os profissionais de saúde com vista à melhoria da qualidade de vida dos doentes a que se dedicam.  Aportar a inovação reconhecida por quem trata os doentes com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) na Península Ibérica, sendo 80 por cento crianças e adolescentes, é o nosso desígnio.  Também reconhecidos pela intervenção da Fundação Biojam na atenção com os que precisam de necessidades especiais. Não abdicamos desta nossa responsabilidade social.  

Atualmente, a equipa da Biojam HG está empenhada em áreas distintas de intervenção sensível no mercado farmacêutico desde Oncologia, Cuidados Intensivos e Cirurgia Geral. Existem objetivos para abraçar outras áreas? Se sim, quais e porquê?

Sim, sem dúvida, o nosso sentido é sempre o da inovação.Lançámos este ano um citotóxico de armazenamento temperatura ambiente (só existia frio positivo), um outro pronto a usar sem necessidade de recurso a filtro na administração, o mercado obrigava a preparação e filtro na administração, lançámos a única tintura de ópio no tratamento da diarreia moderada e severa em doentes oncológicos e outros, colocámos no mercado o único tratamento não invasivo das cólicas menstruais, um medicamento numa doença rara (Niemann-Pick Type C) onde existia apenas uma opção terapêutica, uma vitamina C altas doses para cuidados intensivos e unidades de queimados, entre outros.

 

A BioJam Pharma Espanha é a área de negócio que se dedica à promoção e distribuição de medicamentos e dispositivos médicos para o mercado hospitalar e mercado ambulatório em Espanha. Em que áreas incide a vossa aposta? Como descreve esta expansão da marca para o mercado espanhol?

A Biojam Pharma Espanha já é uma realidade no tratamento de crianças e adolescentes com Leucemia Linfoblástica Aguda e na linha de higiene oral exclusiva para pessoas com diabetes e xerostomia. Estamos a ultimar lançamentos idênticos aos que fizemos em Portugal. 

A inovação é a marca da Biojam na indústria farmacêutica. Este espírito e cultura de inovação foi também visível quando a Biojam foi uma das empresas pioneiras na disponibilização de testes para a Covid-19. Como caracteriza a vossa intervenção nesta área tão importante?

A nossa intervenção na pandemia ainda não acabou, achamos mesmo que seremos em breve o recurso que dará respostas rápidas à necessária testagem que se abandonou e, do meu ponto de vista, mal. 

Temos que estar preparados para eventuais aumentos de infeções, provocadas por novas variantes, consequentes vagas de infeções expressivas, e só testando sem mácula conseguiremos controlar uma vida que queremos que seja normal.

Os testes de despiste da Covid-19 realizados nas farmácias e nos laboratórios deixaram de ser gratuitos a partir do dia 1 de maio, tendo em conta a “evolução positiva da pandemia no país”, conforme comunicado do Ministério da Saúde. Qual a sua opinião sobre esta matéria? 

Portugal deve orgulhar-se pela sua intervenção imaculada no processo de vacinação, absolutamente fantástico, parabéns a quem o desenhou e implementou, contudo, deveria ter tratado a questão da testagem e uso da máscara de forma diferente para não recuar. Testar é a única forma de estancar a proliferação de infeções, mesmo que assintomáticas em muitos casos, porque noutros poderão ser fatais.  

Em contraciclo, a Biojam está a apostar no segmento da Medicina Geral e Familiar, criando uma equipa específica para esta área. Em que consiste concretamente esta aposta? Este é mais um exemplo do pionerismo da empresa e da vontade de estar sempre na linha da frente?

Sim, sem dúvida, o nosso sentido é sempre o da inovação, lançámos este ano a única tintura de ópio no tratamento da diarreia moderada e severa em doentes oncológicos e outros, colocámos no mercado o único tratamento não invasivo das cólicas menstruais, e em contraciclo integramos na nossa rotina diária a especialidade médica de Medicina Geral e Familiar com a inclusão de uma equipa comercial de créditos firmados e alargámos o Prémio Biojam Inovar na especialidade. Outras relevantes novidades na Medicina Geral e Familiar irão surgir nos próximos tempos. 

A Biojam assume-se como uma entidade com um forte espírito de inovação e desenvolvimento de produtos farmacêuticos para o mercado e, seguindo essa lógica, criou o Prémio Biojam Inovar, que este ano chega também aos Açores. Qual tem sido a importância do prémio para os investigadores e cientistas portugueses? 

O Prémio Biojam Inovar deve ser um elemento propulsor para que novos artigos de casos clínicos, trabalhos científicos, e outros, por parte das especialidades onde está integrado. Esse é o desígnio do Prémio Biojam Inovar desde 2018 quando foi iniciado.  

Qual a sua visão para o caminho de expansão da Biojam HG? Em que países a empresa pretende estar presente e porquê?

A expansão para outros países só fará sentido se tivermos uma estratégia comum à que implementámos em Portugal e Espanha.

Benelux, África e América Latina são objetivos futuros, mas ainda embrionários, prioritário é solidificar a nossa presença na Península Ibérica.

Portugal e o mundo estão a viver um ambiente de pós-pandemia e um período conturbado decorrente do conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia. Qual o impacto e repercussões deste fenómeno para as empresas? E concretamente para o setor farmacêutico?

Na realidade, tudo o que as empresas precisavam depois da pandemia seria estabilidade e esta guerra agudizará globalmente todas as economias através das oscilações financeiras mundiais, os embargos energéticos, a instabilidade nos investimentos por precaução e, acima de tudo, o receio de uma guerra mais alargada. As farmacêuticas sofrerão, de igual modo, contudo podem ser um garante de tratamentos médicos aos que estão na guerra por via das correntes humanitárias no terreno.

A Biojam HG em colaboração com os nossos parceiros estratégicos comerciais, equaciona a possibilidade de fornecer pro bono alguns medicamentos ou dispositivos médicos. 

Nesta conjuntura, que medidas julga que o governo português deveria adotar, no sentido de mitigar os possíveis efeitos da guerra e manter a competitividade das empresas? Que apelo é que as empresas deverão lançar ao poder político?

Ao poder político deve-se apelar ao bom senso, quando se fala da carga fiscal que Portugal exerce sobre as empresas, na realidade é preciso vivê-la para ter a respetiva noção do impacto negativo da mesma. Habituamo-nos a falar do salário mínimo, quando devíamos pensar no salário médio e elevado, mas para isso era necessário que a carga fiscal fosse uma consequência libertadora de recursos financeiros para melhores pacotes salariais. Uma maior e melhor preocupação do Estado nos pagamentos e nas suas obrigações com os fornecedores. Sem preconceitos ideológicos usar o PRR com o objetivo de nos catapultar para o mundo dos melhores, porque de facto somos quando queremos.

Como descreve a vivência no seio de uma empresa que abraça a inovação e tem a qualidade de vida dos concidadãos como base de toda a sua atuação?

Raquel Jesus | Sales Representative – A minha vivência no seio de uma empresa inovadora e com valores sociais como a BIOJAM Holding group, empresa de capitais 100% portugueses, só pode ser de Orgulho. O meu percurso de delegada de ambulatório a delegada hospitalar tem sido desafiante, motivador, de muita resiliência para vencer obstáculos, de adaptação, resistência, convicção, superação e sobretudo de Gratidão. 

Sandra Sereno | Delegada de informação médica – A minha realização profissional e pessoal tem base em realizar trabalhos e condutas que resultem positivamente em prol dos outros que me relaciono, por isso gosto de sentir que trabalho em prol de algo útil para os outros, em prol de um propósito nobre e este encontra-se aqui na Biojam. Um exemplo disso é a Fundação Biojam que apoia crianças com necessidades especiais, dá oportunidade em cuidados de saúde para quem não os consegue pagar, somos também lideres no mercado ibérico no tratamento da leucemia linfoblástica infantil. Estes são motivos da certeza que estamos no caminho certo para trabalhar, de crescimento profissional e pessoal.

Pedro Trigo | Delegado de Informação Médica – Quando entrei em 2018, a empresa já era líder na Península Ibérica a trabalhar um produto inovador para a Leucemia blástica Aguda, estava a lançar uma linha de suplementos inovadores nutracêuticos/nutrigenómicos. Durante a pandemia, fomos dos primeiros a aportar ao mercado testes rápidos para a Covid-19, estamos a lançar mais dois produtos inovadores, uma tintura de ópio para as diarreias moderadas a severas quando os outros antidiarreícos falham e um penso não evasivo para as dores menstruais da mulher que vai promover o alívio da dor. Só posso sentir um grande orgulho, por saber que estou numa empresa que nos permite aportar ao cliente/paciente produtos inovadores que ajudam na sua qualidade de vida.

Patrícia Nunes | Customer Service  – Somos Pessoas, que trabalham para Pessoas e estamos em aprendizagem contínua e permanente. Em conjunto, abraçamos a inovação, toda a mudança para melhor, sabemos adaptar-nos, arriscamos e avançamos para os desafios. Isso reflete-se no cuidado que queremos prestar e é gratificante como se do nosso bem-estar se tratasse.

Andreia Baptista | Customer Service – A minha vivência é resumida numa palavra… Desafiante! Todos os dias somos presenteados por novos desafios e adversidades e a verdade é que a Biojam nunca virou as costas a nenhuma dificuldade, procurando responder a todas as necessidades do mercado, sempre com o objetivo de proporcionar e zelar pelo bem-estar de todos. É deveras desafiante, no entanto imensamente gratificante trabalhar numa empresa tão única.

João Melita Mendes | Sales Representative – É uma vivência onde as ideias inovadoras com vista a agilizar processos na relação com os vários stakeholders fazem parte do nosso dia a dia. Na Biojam todas as ideias são bem vindas, adotamos soluções rápidas, tendo sempre em conta a melhoria da qualidade de vida dos doentes que beneficiam das nossas terapêuticas inovadoras. Ter qualidade de vida na base de toda a nossa atuação proporciona um ambiente de trabalho saudável e pleno de desafios interessantes.

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